A pressão que vem do Aluguel

O setor da distribuição de veículos vive há anos a dificuldade em absorver os índices de reajustes de aluguel propostos pelos proprietários dos imóveis onde estão instaladas as empresas.

Para demonstrar, no quadro abaixo comparo a evolução da variação percentual (%) anual dos preços dos aluguéis (Fonte: IBGE - IPCA), o índice IGP-M/FGV (Índice Geral de Preços do Mercado que é utilizado como indexador de contratos de aluguel), com a Receita Média Total do distribuidor de autos e comerciais leves (*) e a de Veículos novos.

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Veja que a variação do valor preço do Aluguel e do IGP-M é superior à evolução da receita nos últimos 4 anos e mesmo havendo a redução do IGP-M no ano de 2014 e no primeiro trimestre de 2015, o problema persiste pois a variação da receita foi negativa.

É por isso que os empresários buscam além da negociação dos valores, soluções para reduzir e otimizar a utilização das áreas contratadas, realocação de área (que é difícil dependendo do mercado) e até o limite do questionamento da viabilidade da operação.

Eles sabem que se em condições normais do negócio cada 1 % de aumento no aluguel representa no mínimo 0,5 % de redução no resultado, imagine o impacto de reajustar os valores num momento de forte redução de resultados.

A situação é grave e desafia as montadoras a rever as exigências de investimento e repensar a forma das redes de distribuidores de veículos atuarem principalmente nos grandes centros.

(*)Utilizamos índice próprio desenvolvido para estimar a Receita Total e a Receita de Veículos Novos do Distribuidor de autos e comerciais leves.

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